CONCLUSÃO

O Professor Montessoriano

" Quanto mais ativo é o mestre, mais passiva é a criança.

Quanto mais passivo é o mestre, mais ativa é a criança."

Para Montessori, o trabalho do professor é o de um Guia. Ele guia ensinando o manuseio do material, utilizando palavras exatas, orientando cada trabalho; guia ao impedir qualquer desperdício de energia ou, eventualmente, restabelecendo o equilíbrio.

Seu dever principal na prática, é o de explicar o uso do material. Os objetos, e não o ensinamento da professora; sendo a criança que os usa, ela é a entidade ativa, e não a mestra.

O educador montessoriano tem como funções:

•  Preparar o ambiente e o material;

•  Levar a criança a se auto- corrigir;

•  Levar a criança a se auto- disciplinar;

•  Levar a criança a respeitar o trabalho dos colegas;

•  Servir de intermediário entre o material e a criança;

•  Ensinar o manuseio do material e o método de trabalho;

•  Ser um elo de união entre o meio e a criança.

Para que isso ocorra o educador deve:

•  "Diminuir" para que a criança possa crescer;

•  Deixar a criança ser o centro do processo educativo;

•  Ser alguém que influencia e não impõe;

•  Ser firme e seguro na colocação de limites;

•  Evitar ajudas inúteis naquilo que a criança mesma tem capacidade de fazer;

•  Ser silencioso, tranquilo, falando pouco e em agradável voz baixa;

•  Moderado nos gestos, avesso à pressa;

•  Exato na apresentação do material, concentrado naquilo que está fazendo;

•  Evitar prêmios e castigos.

Para iniciar e induzir os aprendizes às atividades, o professor deve constituir-se um modelo e apenas sugerir. Seu papel nesse processo é apenas de um "indicador". Ele só consegue o progresso dos alunos quando indica, orienta e põe à disposição da criança uma graduação de exercícios.

A técnica a ser observada é a seguinte:

•  isolar o objeto (deixando sobre a mesa da criança unicamente o material que vai apresentar);

•  apresentá-lo com absoluta exatidão (indicando como ele deve ser manipulado, realizando, ele mesmo, uma ou duas vezes, o exercício);

•  prevenir o uso incorreto (controlando qualquer displicência, ditada pela má vontade, face às instruções);

•  respeitar a atividade útil (concedendo à criança o direito de repetir o mesmo exercício pelo tempo que quiser, sem ser interrompido em suas atividades).

•  providenciar para que o trabalho seja concluído (habituando o aprendiz a, terminando o exercício, devolver o material ao lugar que lhe compete).

 

No segundo período, depois que a criança já distinguiu as diferenças entre os elementos do material, a principal preocupação reside em ensinar uma nomenclatura exata. Isso se fará através da "Lição de Três Tempos" , que comporta:

1º Tempo - associação da percepção sensorial ao nome;

2º Tempo - reconhecimento do objeto correspondente ao nome;

3º Tempo - evocação do nome correspondente ao objeto.

Essa lição deve ser breve, simples e objetiva, três condições que Montessori reconhece como fundamentais.

Um outro fator importante nas escolas Montessorianas, diz respeito às punições e correções. É proibido punir como também não é permitido corrigir diretamente o erro de um aprendiz. A correção por parte do professor é no sistema, vista como algo improcedente, pois, primeiramente o erro assinalado poderá ser visto pela criança como algo superficial que, não afetando sua conduta, não a ensina a controlar-se e em segundo lugar, a correção do mestre pode funcionar como meio de estancar um entusiasmo. No caso, por exemplo, da chamada "explosão da escrita". O professor deve então, se solicitado pela criança - pronunciar a palavra exatamente como ela foi escrita (correção indireta).

Se a criança percebe o erro, ela mesmo o corrigirá, se não o percebe é porque ainda não está em condições de melhor realização.

No Sistema Montessoriano, o professor é mais passivo que ativo e sua paciência deve estar composta de ansiosa curiosidade científica e de absoluto respeito pelo fenômeno que queira observar.

É preciso que o educador entenda e sinta sua posição de observador, pois é nessa fase que a criança apresenta as primeiras manifestações psíquicas de sua vida.

Para isso, é necessário que ele evite deter os movimentos espontâneos do aluno e renuncie ao costume de obrigá-lo a realizar atos impostos pela vontade do mestre.

No método Montessori, o professor ensina pouco, fala pouco, mas observa muito e,

sobretudo tem a missão de orientar a atividade psíquica e o desenvolvimento fisiológico das crianças.

Para Maria Montessori, "um homem vale não pelo que tenha recebido de seus mestres, mas pelo que tenha feito"

 

 

Normalização

Definição:

É o conhecimento e o domínio do Eu físico, psíquico e espiritual, buscando a “normalidade”, o ritmo biológico natural, a “quietude” mental, que proporcionará condições perfeitas para a aquisição da aprendizagem, para o desenvolvimento espiritual, para o fortalecimento emocional.

Formas de normalização:

Normalização Assistemática: - A rotina diária

- Atitudes da professora (modelo)

- Ambiente adequado.

Normalização Sistemática: - Aulas de Linha

A aula de linha consta de fases que, quando executadas com consciência, proporcionam ao aluno condições de reflexão, interiorização, auto-conhecimento, assimilação de novos conceitos, retomada de conceitos já trabalhados e fixação de conceitos assimilados levando à acomodação.

Voltar